Utilize seu potencial 03

Utilize seu potencial 03

 

Como podemos parar de caminhar antes de chegarmos ao nosso destino? Não seria algo normal, mas é o que acontece com muitas pessoas que se sentem satisfeitas por terem percorrido metade da jornada. Temos condições para ir muito além, mas, por diversos motivos, deixamos de fazê-lo, desperdiçando a capacidade que o Senhor nos deu.

Muitas pessoas ignoram tanto sua própria capacidade quanto o poder de Deus.

Certo homem, visitando as instalações de um circo, viu um grande elefante amarrado por uma corda, cuja ponta se prendia a uma pequena estaca. Aproximando-se daquele que cuidava dos animais, perguntou-lhe: “Por que um animal tão forte não arranca este pequeno pedaço de madeira que o prende?”. Respondeu-lhe o domador: “Ele não sabe que consegue. Quando ainda era filhote, eu o prendi à estaca, que era maior do que ele. Então, o elefantinho se debateu durante muitas horas, tentando se soltar. Aos poucos acostumou-se e nunca mais tentou fugir, mesmo depois de adulto”.

Assim acontece aos seres humanos. Falta-lhes a consciência de sua identidade e potencial. Lembremo-nos de que até homens como Moisés (Ex. 3.11), Gideão (Jz. 6.15) e Jeremias (Jr. 1.6) se esquivaram inicialmente diante do chamado divino porque não se consideravam capazes ou adequados para a missão.

A Bíblia diz que somos filhos de Deus. Assim, como aconteceu com o filho pródigo (Lc. 15.17-20), precisamos nos conscientizar da nossa herança, nossos direitos e prerrogativas, não num sentido egoísta, mas no propósito de sermos canais do extraordinário poder de Deus para abençoar muitas pessoas.

Paulo perguntou aos coríntios: “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1Co. 3.16.) A falta do conhecimento de quem somos e do que podemos realizar torna-se um empecilho à obra de Deus por meio de nós.

Alguns deixam de usar seu potencial porque receberam algo de Deus ou fizeram alguma coisa para ele e pensam que tenha sido o suficiente.

Receberam migalhas e pensam que já é o pão. Nossas experiências espirituais são maravilhosas, mas não podemos permitir que elas sejam nossa estação final. Não podemos ficar tão deslumbrados a ponto de não buscarmos nada mais da parte de Deus. Alguns receberam um dom espiritual e pensam que aquele seria o único para o resto de suas vidas. Paulo escreveu aos coríntios: “Aquele que fala em línguas, ore para que possa interpretar” (1Cor. 14.13). O Senhor quer fazer muito mais por intermédio de nós, mas precisamos pedir, bater à porta e buscar a sua face (Mt. 7.7).

“A alma farta pisa os favos de mel, mas para a alma faminta, todo amargo é doce”. (Pv. 27.7.) Não sejamos fartos das coisas de Deus antes do tempo, porque, por mais que tenhamos recebido, isto ainda é pouco diante daquilo que ele tem para nós. Precisamos ter fome e sede da justiça de Deus e de tudo o que ele quer nos dar (Mt. 5.6). Esta é uma condição essencial para o nosso crescimento espiritual.

Se ganhamos uma alma para Cristo, podemos ganhar muitas outras. Se oramos por alguém, podemos orar por muitas outras pessoas. Se jejuamos um dia, podemos jejuar dois. Se realizamos algo pelo reino de Deus, podemos fazer muito mais. Jesus espera que façamos obras maiores do que aquelas que ele fez (João 14.12). Vemos, portanto, a grande expectativa que ele tem a nosso respeito.

Alguns foram detidos em sua caminhada porque deram ouvidos às pessoas erradas.

Em qualquer situação, encontraremos conselhos de vários tipos. Alguns deles serão desestimulantes, como aconteceu com o cego de Jericó. Ele não enxergava, mas tinha um potencial, tinha olhos. Precisava, porém, de um toque divino. Primeiro, ele ouviu dizer que Jesus estava passando por ali. Então resolveu gritar a plenos pulmões: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. Então, outras vozes surgiram, mandando que ele se calasse. É sempre assim. Muitos daqueles que enxergam, não querem ouvir os brados do cego (Mc. 10.46-52). Quem já tem uma boa condição na vida, prefere que os menos favorecidos se calem e se conformem com seu estado. Outros, que também estão em situação ruim, não querem ficar para trás. Então, preferem que todos continuem onde estão.

Quando Neemias reconstruía as muralhas de Jerusalém, os inimigos se levantaram com um ataque verbal, dizendo: “Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas? Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra.” (Ne.4.1-3.) Para combater um servo de Deus, a primeira estratégia do inimigo sempre será o uso de palavras destrutivas. E, às vezes, ele não precisa utilizar sua próxima arma, pois muitos caem com um simples grito ou com uma crítica suave. Ainda hoje, ele tenta nos desanimar quando buscamos o crescimento e, principalmente, quando estamos no meio da tribulação. Nessa hora, ele sempre tem um conselho que parece lógico e sensato, pois mostra uma possibilidade de alívio imediato por meio da desistência, quando o propósito de Deus é que fiquemos firmes em nossa luta, pois temos potencial para isso e muito mais. O inimigo queria que Cristo desistisse da cruz, ou que descesse dela, mas o propósito do Pai ia muito além, envolvendo a morte e a ressurreição (Mt. 16.21-23; Mt. 27.40).

Hoje, ouviremos muitas vozes que querem nos fazer recuar. Elas dizem: “Não precisa tanto… Deus não quer sacrifícios… Pra que ir ao culto de novo? Pra que contribuir tanto? Que desperdício… Você tem que aproveitar a vida…” O repertório é vasto, mas não se deixe levar por palavras de destruição que podem vir, inclusive, em forma de elogio. Se alguém disser que você já alcançou uma excelente posição, não acredite. Continue crescendo.

Outros não usam seu potencial porque foram subornados pelo Diabo.

O suborno é uma forma de desviar alguém de suas responsabilidades e funções. É um modo de vender o que não está à venda, negociando o inegociável. O inimigo tentou usar esta estratégia com Cristo ao oferecer-lhe os reinos do mundo com toda a sua glória, dizendo, “tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares” (Mt. 4.8-9). Se Jesus se deixasse seduzir, seu potencial deixaria de ser usado, sua obra estaria comprometida. Ele deixaria de fazer o que fez e ser o que foi em seu ministério terreno.

Outros personagens bíblicos não foram tão felizes e aceitaram propostas que destruíram suas vidas:

– Esaú poderia ter sido um grande patriarca de Israel. O Senhor então se apresentaria como “Deus de Abraão, de Isaque e de Esaú”. Entretanto, um prato de lentilhas jogou tudo por terra (Gn. 25.27-34).
– Balaão era um homem à frente do seu povo e do seu tempo, um profeta verdadeiro, embora gentio, numa época em que os servos de Deus eram, geralmente, israelitas. Porém, seu ministério foi encerrado por causa de um suborno. Ele se deixou levar pelo amor ao dinheiro (Nm. 22).
– Geasi poderia ter sido um grande profeta, sucessor de Eliseu, mas sua carreira foi encerrada pela força sedutora dos bens materiais (2Rs. 5.15-27).
– Judas Iscariotes poderia ter sido um grande apóstolo de Jesus, mas perdeu o ministério e a vida depois de vender o Mestre por trinta moedas de prata (Mt. 26.14-16).

Estes são alguns exemplos de pessoas que deixaram de usar o potencial que possuíam, porque caíram em um laço mortal.

Ainda hoje, o Inimigo continua usando a mesma estratégia. Quantos músicos deixaram de tocar ou cantar na igreja porque receberam uma proposta interessante lá fora! Quantos perderam seus ministérios porque foram seduzidos pelos atrativos pecaminosos do mundo!

Além de usar nosso potencial, precisamos preservá-lo do mal que nos assedia como as raposinhas que saltam sobre as vinhas em flor (Ct. 2.15). Caindo a flor, não haverá fruto.

O Inimigo tenta agir com a maior antecedência possível. Ele tentou matar Jesus antes que ele completasse 3 anos de idade (Mt. 2.16; Ap. 12.4-5), mas o Pai o protegeu até que se tornasse um adulto e cumprisse o seu ministério. Da mesma forma, somos atacados insistentemente pelo adversário, mas, permanecendo fiéis ao Senhor, somos mais do que vencedores.

Nosso potencial será utilizado, de forma poderosa, produzindo muitos frutos para a glória de Deus.

Fique na graça.

Pr. Bruno

Comentários

Douglas Oliveira Rodrigues

Sou jovem, profissional de TI, sei aproximadamente 6 acordes de violão, cristão, adorador, e apaixonado pelo Senhor.

Deixe uma resposta

Fechar Menu
×
×

Carrinho

%d blogueiros gostam disto: